“Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar.”
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A Menina Que Roubava Livros. (via
wefreak)
“Não tua voz não é perfeita. Não vou usar esse clichê. Eu amo a tua voz, mas ela está longe de ser perfeita. Você não tem nenhum dote vocal. Tua voz às vezes fica como a de uma criança, faz isso quando brigamos por culpa tua; e usa um tom meio infantil que me derrete e não me deixa ficar com raiva. Tua voz às vezes é grossa, é alta. Faz isso quando esta com raiva. Quando quer mostrar que esta com razão. Quando digo algo e tu não concordas e aumenta o tom pra mostrar que quem esta errado sou eu. Tua voz é cheia de falhas quando tenta cantar. Até brinco dizendo pra parar e tu começas a rir e continua cantando. Daí eu caio de vez… Tua risada. Ah, essa sim é perfeita. Acanhada. Exagerada. Envergonhada. A tua risada é uma calma pra mim. Sim… Voltando à tua voz. A tua voz às vezes é irritante. Faz isso quando quer me irritar. Não poderia ser mais óbvio, ne. Ficas imitando uns sons estranhos e bem zunidos. Fico em silêncio depois de já ter pedido pra parar. Daí tu para e diz: “Amor, fala comigo.” Eu não resisto, dou uma risada e te chamo de algo chulo do tipo “Idiota”. A tua voz às vezes é preguiçosa. Mas que delicia que é quando ela fica assim. Está morrendo de sono e fica me negando. Dá vontade de pular pro outro lado e ficar agarradinho contigo, dando pitadelas de beijos, carinhos e cafuné até que durmas. Enfim, a tua voz está longe de ser perfeita. Está longe de ser uma Celine Dion, Adele, que seja. Mas pra mim está de bom tamanho. Pois nada pode te decifrar mais perfeitamente que a tua voz. Posso reconhecê-la em qualquer lugar. E saber que és tu. Agora chega de falar da tua voz que essa merda ta dando saudade. Acho que vou te ligar.”
“Ninguém sabe, na verdade, se por acaso a morte não é o maior de todos os bens para o homem, e entretanto todos a temem, como se soubessem, com certeza, que é o maior dos males.”
“A gente é tão pequeno, tão humano, tão simples. E a vida, meu amigo, é tão complexa, complicada, difícil.”
Você me assusta, me encanta, me ignora, me admira.
Você se esconde, se envergonha, se limita.
Você não se assume, quer ser imune e acaba se contaminando
Você grita, implica, chora, briga
só pra não assumir que está amando.
Parece que Deus te abandona as vezes num é mesmo?
Pois eu te digo: Ele não te abandonou, ou você tem que ter mais fé, ou… O que você quer não é a melhor opção. ESPERE, que o melhor para você virá!
“Sabe, cara, eu tenho que confessar que quando eu mandei ela embora, eu fiquei esperando ela voltar. Eu fiquei exatos 145 dias esperando uma ligação, uma mensagem, até um sinal de fumaça eu tava aceitando. Eu lembro que a última vez que eu a vi, ela vestia uma calça jeans e uma blusa rosa que deixava ela mais linda do que se ela estivesse de vestido e salto alto. Eu sempre gostei disso nela, dessa coisa dela parecer mais bonita que todo mundo mesmo que tivesse de pijama e maquiagem borrada. Ela tem uma coisa diferente, sabe? Ela não é como as outras, ela gosta de rock mas eu lembro que ela sabia a letra inteirinha de uma musica do Restart. Ela vestia roupas curtas, mas ela ficava estranhamente inocente com essas roupas, parecia uma daquelas atrizes adolescentes de novela das oito. Ela era tão minha, só de olhar para ela eu sabia que ela era minha… Era… Não é mais porque eu achei que a vida com ela seria monótona demais, sei lá, achei que não ia dar certo porque a gente dava certo demais, e eu fiquei com medo de em algum momento ela ir embora e me deixar. E eu era desse tipo mesmo, que ligava pra quem terminava e pra quem era o mais forte e o mais inteligente, mas ela não sabia disso, ela nunca soube dessas minhas competições internas e mesmo assim sempre pareceu frágil demais, inocente demais. Ela me beijava com vontade de beijar o resto da vida, eu sentia isso, cara, eu sentia que ela gostava de mim como nenhuma outra garota nunca gostou. Ela se aninhava nos meus braços com uma facilidade tão incrível que parecia que ela tinha nascido para ficar escondidinha dentro do meu abraço. 145 dias e eu não consigo esquecer o jeito que ela olhava pra mim, como se eu fosse o melhor cara do mundo, como se eu valesse a pena e ela estivesse disposta a tudo por mim. Eu tinha aquela garota na palma da minha mão, eu poderia trair, brincar, até gritar, que ela ficaria comigo porque sempre soube que eu precisava dela, embora não falasse, ela sabia que eu já não imaginava um jeito de ficar longe dela. Mas se ela sabia, por que ela me deixou? Eu sei que a mandei embora, mas era pra ela ter ficado, cara. Só que ela foi embora, e levou tudo com ela, as calcinhas que ela pendurava sob o box e as camisetas que ela guardava na minha gaveta de meia. Levou aquele beijo, aquela voz gostosa e se levou de mim rápido demais. Eu fui um canalha, um babaca, um otário e outras essas coisas que ela me disse quando foi embora e deu aquele gritinho agudo dizendo que ela nunca deveria ter me conhecido. Na hora eu não senti nada, sei lá, fiquei olhando pra ela e deixei ela ir embora, mas depois, depois quando eu olhei pro box e não vi a calcinha dela lá, eu senti que tinha feito merda e que já era tarde demais, que eu tinha sido o cara mais burro do mundo e tinha perdido a única garota que gostou de mim mesmo eu dando motivos pra não gostar. Ela assistia futebol, ia à finais de campeonato comigo, ela torcia comigo, ela amava andar pela casa só de calcinha e sutiã, ela fazia uma massagem que só ela sabe fazer, ela não brigava comigo quando eu sumia e muito menos reclamava quando eu passava uma semana sem dar sequer um telefonema. Ela gostava de mim, ela me amava, não amava? Agora me diz porque eu mandei ela embora. Eu tinha a garota perfeita, a namorada perfeita, a mulher perfeita, e poderia ter pro resto da vida se quisesse. Mas eu mandei ela embora e ela não me liga mais. Ela sai com os amigos e dizem que ela está feliz. Ela encontrou alguém melhor do que eu. Ela está bem, não está? Então por que eu não estou? Nesses 145 dias eu senti a falta dela. E hoje no 146° dia, eu sinto a falta dela pra caralho.”
“Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você?”
“Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.”